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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O advogado e o juiz

Artigo escrito por Aux. Antônio Simão do Nascimento

Certo rapaz, trabalhador, honesto, muito responsável em relação aos seus familiares, daquele tipo de pessoa à qual ninguém podia apontar o dedo para fazer qualquer acusação, certo dia cometeu um deslize. Coisa pequena, mas que começou a macular seus vestidos brancos. Dado o primeiro passo em direção à nova vida - a de crimes - dali para o segundo foi fácil. Um pequeno descuido de alguém e lá estava o rapaz “passando a mão” no que não lhe pertencia. Sua vida de crimes foi aumentando, até que ele enveredou totalmente para a marginalidade. Sua família era composta de pessoas da elite. Enquanto se pode manter o nome do jovem na clandestinidade, isto é, sem que se mencionasse suas origens, foi feito, até que um dia não conseguiram mais ocultar a verdade.

Seu nome ficou conhecido. Seus familiares, mais do que depressa, constituíram um advogado para defendê-lo. O moço foi retirado das grades. Ganhou a liberdade. Comportou-se decentemente por um pouco de tempo, mas, não demorou muito, e lá estava ele de novo às voltas com a polícia. Novamente seu advogado foi acionado e o caso passou a ser rotina. O rapaz saía das grades e, não demorava muito, voltava. Dos pequenos furtos e assaltos, passou a praticar outros crimes maiores. Agora, já com quadrilha formada, atacava bancos, firmas, trens, ônibus e logo seus crimes passaram a assaltos a latrocínios. Alguns até com requintes de perversidades.

Seu advogado, agora já trabalhando quase que exclusivamente para aquela família, estava sendo sempre acionado. De certa feita, o já bandido, temido pela cidade, praticou um latrocínio que lhe causou juramento de morte por parte da família da vítima. Mesmo assim, embora com muitos anos de pena a serem cumpridos, mais uma vez seu advogado conseguiu tirá-lo da prisão, não obstante, volto a acentuar, sua grande periculosidade. Um dos membros da família de sua última vítima vingou-se, então, não do ladrão e assassino, mas de seu advogado que o houvera libertado.

Certa noite, quando seu libertador chegava à sua casa, foi violentamente atacado e ferido, quase a ponto de morrer. Perdera muito sangue. Fora hospitalizado, mas recuperou-se e deixou o hospital. Já em condições de voltar à atividade, não perdeu mais tempo em defender bandidos. Num primeiro concurso para juiz, lá foi ele e passou. Designado para determinada Vara da justiça da capital, agora não mais atendia a criminosos nas portas de cadeias, mas, sim, julgava-os. E quem é que chega para ser julgado por aquele juiz? O moço que tantas vezes ele defendera. O moço pelo qual ele derramou seu sangue em defesa. Só que, agora, ele não estava mais em posição de advogado, mas de juiz e, diante dele estava alguém que havia errado muitas vezes e conseguido o perdão. Agora, entretanto, a situação era outra: o juiz foi implacável, condenando-o à morte.

No final do julgamento, falando aos presentes que assistiam àquela sessão do tribunal, o juiz fez-lhes ver que por muitas vezes intercedeu por ele como advogado e conseguiu que lhe concedessem a liberdade. Porém, não havia mais condições para isso. O rapaz não levou em consideração as suas intercessões, nem mesmo seu próprio sangue derramado. Assim, terminou a vida daquela pessoa que não soube valorizar o sacrifício de outrem em seu favor.

E você? Já sabe que Jesus é o nosso advogado? Que Ele derramou seu sangue por nós? Que está intercedendo ao Pai em nosso favor e, um dia, será o juiz que irá julgar todas as nações? O que você escolhe: ser beneficiado desde já pelo sacrifício do calvário e ter suas culpas perdoadas ou esperar pelo julgamento final, quando nosso atual advogado será nosso juiz e poderá nos condenar? Pense nisso.

ANTÔNIO SIMÃO DO NASCIMENTO é auxiliar do trabalho na congregação Central e apresentador do programa radiofônico A Voz Evangélica de Mossoró

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