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terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Desejo de Servir ao Senhor

O Desejo de Servir ao Senhor

Antes de morrer, Josué, servo do Senhor que encaminhou o povo de Deus na conquista da Terra Prometida, lançou um forte desafio aos seus irmãos israelitas: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-lo com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram seus pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:14-15).

Independente da resposta dos seus irmãos, Josué estava disposto a servir ao Senhor. Da mesma forma que somos encorajados pela atitude de bons irmãos em Cristo, às vezes ficamos desanimados com a falta de esforço e compromisso de alguns, ou mesmo pela total queda de outro. Devemos observar o bom exemplo de Josué que estava disposto a servir a Deus independente da resposta dos seus queridos irmãos. Não podemos desanimar.

Também não devemos deixar de repreender, corrigir e encorajar esses irmãos, com todo desejo que sirvam ao Senhor com integridade (Galatas 6:1-5). Mas, devemos deixar cada um tomar sua decisão. Não podemos decidir pelo outro. Josué tomou a sua decisão. O povo também (Josué 24:16-25). E aquela geração foi fiel ao Senhor (Josué 24:31 e Juízes 2:7-10).

Que todos sirvamos ao Senhor com integridade e fidelidade.

–por Alessandro B. F. da Costa

Confia no Senhor de Todo o Teu Coração

Confia no Senhor de Todo o Teu Coração

Quando o reino de Israel foi dividido em 931 a.C., o futuro espiritual escureceu para ambas as metades da nação. Jeroboão, rei das tribos nortistas, levou Israel à adoração de seus bezerros de ouro em Dã e Betel e nomeou um sacerdócio diferente. De outro lado, sob a liderança de Roboão, "Fez Judá o que era mau perante o SENHOR; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo, mais do que fizeram os seus pais" (1 Reis 14:22). Os sucessores destes monarcas foram igualmente péssimos. Tanto Nadabe, filho de Jeroboão, como Baasa, que organizou um golpe e exterminou a família de Jeroboão, continuaram a idolatria no reino do norte. Abias, filho de Roboão, pregou bem (2 Crônicas 13), mas na prática ele também conduziu Israel para longe do Senhor: "Andou em todos os pecados que seu pai havia cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor" (1 Reis 15:3).

Finalmente, uma luz brilhou. Asa, filho de Abias, voltou-se para Deus. "Asa fez o que era bom e reto perante o senhor, seu Deus. Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento" (2 Crônicas 14:2-4). As realizações espirituais de Asa foram muitas. Ele removeu os santuários dos ídolos e entrou em acordo com os homens de Judá e com os imigrantes de Israel para buscarem a Deus com todo o seu coração e alma. Com coragem e convicção especial ele até se opôs à rainha mãe Maaca, e a depôs por causa da horrenda imagem que ela tinha feito. Asa foi o primeiro foco brilhante entre os reis do reino dividido.

Uma das coisas impressionantes sobre Asa foi sua confiança no Senhor. Uma vez, Zerá, o etíope, veio batalhar contra Asa com um exército de um milhão de homens. O exército próprio de Asa contava com escassamente a metade disso. Muitos reis teriam imediatamente recorrido a algum esquema que tivessem maquinado para enfrentar o perigo, porém não Asa. "Clamou Asa ao Senhor, seu Deus, e disse: ...Senhor, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão. Senhor, tu és o nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem" (2 Crônicas 14:11). Como resultado da confiança de Asa nele, o Senhor concedeu-lhe uma grande vitória e os etíopes fugiram.

A queda de Asa

Baasa, rei de Israel, percebeu que muitos dos cidadãos de seu país estavam desertando para Judá, para se juntarem ao renascimento espiritual iniciado por Asa. Por isso, ele invadiu Judá, capturou a cidade fronteiriça de Ramá, e fortificou-a como uma espécie de Muro de Berlim, para impedir o povo de ir e vir de Judá. Uma vez que Ramá ficava a apenas 7 ou 8 quilômetros distante de Jerusalém, a capital, Asa sentiu-se ameaçado. Parecia que Baasa estivesse fortificando a cidade para servir como ponto de partida para um ataque direto com a própria Judá. Asa entrou em pânico. Em vez de se voltar para o Senhor, ele enviou prata e ouro do templo e do palácio a Ben-Hadade, rei da Síria, para pedir-lhe que rompesse seu tratado com Baasa e o atacasse. Sua estratégia funcionou perfeitamente. Ben-Hadade invadiu alegremente Israel pelo norte e Baasa teve que retirar seus soldados de Ramá, na sua fronteira do sul, para enfrentar a ameaça. Asa desfez prontamente as fortificações de Ramá, terminando assim a crise.

Ainda que, às vezes, os planos dos homens "funcionem", eles nunca são os melhores. Deus enviou um profeta, Hanani, para repreender Asa. "Porquanto confiaste no rei da Síria e não confiaste no Senhor, teu Deus, o exército do rei da Síria escapou das tuas mãos. Acaso não foram os etíopes e os líbios grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Porém, tendo tu confiado no Senhor, ele os entregou nas tuas mãos. Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti" (2 Crônicas 16:7-9). É sempre melhor confiar no Senhor. Quando não o fazemos e somos repreendidos, precisamos considerar a crítica e nos arrependermos. Asa, apesar de seu caráter notável durante muitos anos, não o fez. Ele simplesmente ficou furioso com Hanani e o prendeu. Mais tarde, recusou-se a voltar-se para o Senhor até mesmo quando contraiu uma grave doença no pé.

Aplicações

A confiança é fundamental em nossa relação com Deus; não há substitutos para ela. Os muitos anos de destacado compromisso com Deus não puderam evitar a ira do Senhor quando Asa confiou em si mesmo, e não nele. Conquanto o perigo que Asa enfrentou fosse formidável, ele não foi desculpado por fazer o tratado com Ben-Hadade. Ele deveria ter-se voltado para o Senhor. Sua reação, quando foi repreendido, piorou seu apuro; ele deveria ter-se arrependido humildemente. A fé é um elemento fundamental em nossa relação com Deus; sua importância é quase impossível de enfatizar excessivamente. Como aplicá-la em situações concretas em nossas vidas?

  • Enfrentando crises. Conforme enfrentamos várias crises, é fácil nos voltarmos para soluções humanas, em vez do Senhor. Crises financeiras podem levar-nos a desonestidade ou a sacrificar o Senhor pela carreira, em vez de nos voltarmos para ele para resolver o problema. Crises emocionais podem levar-nos a buscar soluções em drogas e em terapias humanistas, antes de levar os problemas ao Senhor. Crises familiares podem levar a aconselhamento baseado em pressuposições atéias, em vez de a um novo compromisso com a vontade de Deus. Crises físicas podem levar-nos a colocar nossa principal fé em médicos e medicamentos, em vez de colocá-la no Senhor. Deus pode usar médicos (Colossenses 4:14), mas todas as bênçãos, incluindo cura, no final, procedem do Senhor. "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Provérbios 3:5-6).

  • Convertendo os perdidos. Nossa principal missão, como a de Jesus, deve ser buscar e salvar os perdidos (Lucas 19:10). A maneira como buscamos cumprir esta tarefa prova nossa fé. Do ponto de vista bíblico, a semente é a palavra, e o poder para converter está no evangelho. Os cristãos do primeiro século convertiam os outros pregando Jesus Cristo e este crucificado (1 Coríntios 2:1-5). Uma abordagem tão simples referente ao evangelismo testa nossa confiança no Senhor. Não parece que possa conseguir resultados impressionantes. E, de fato, não consegue, em termos humanos. Ela apela apenas para uns poucos (Mateus 7:13-14) e não atrai o povo bem respeitado do mundo (1 Coríntios 1:26-31). A tentação está em arrumar nossos próprios métodos para ‘atingir os perdidos’ e para a igreja crescer. Há igrejas que recorrem a alimento, atividades recreativas, divertimento, eventos sociais, aulas de Inglês, e muitas outras coisas para tentar atrair pessoas. Usando um suprimento constante de pães e peixes, há igrejas de hoje que buscam manter a própria multidão que Jesus permitiu que se fosse (João 6). É preciso fé real para confiar que a palavra de Deus sozinha é suficiente para chamar aqueles que Deus determinou salvar.

  • Corrigindo os desviados. O Senhor tem sido muito explícito sobre como devemos tratar os irmãos que andam desordenadamente. Primeiro, deverão ser admoestados (1 Tessalonicenses 5:14). Os irmãos precisam chamar a coragem para enfrentar aqueles que caem no pecado (Tiago 5:19-20; Gálatas 6:1; Mateus 18:15-17). Segundo, eles devem ser publicamente repreendidos e notados como infiéis (1 Timóteo 5:20; 2 Tessalonicenses 3:14-15; 1 Coríntios 5:4-5). Finalmente, outros irmãos têm que recusar associar-se com eles (Mateus 18:15-17, 1 Coríntios 5:9-13; 2 Tessalonicenses 3:14-15). Estes passos são desafiadores. A coisa mais fácil para uma igreja fazer é simplesmente pacificar e acomodar aqueles que são infiéis ao Senhor, permitindo que o grupo seja fermentado aos poucos pela influência corruptora do pecado tolerado (1 Coríntios 5:6-8). Os métodos de Deus podem parecer ásperos e intolerantes. Tememos que pessoas sejam afastadas. Elas podem não querer juntar-se a um grupo que tenha padrões tão estritos, assim como a disciplina de Deus, aplicada a Ananias e Safira, fez com que não cristãos se afastassem dos irmãos (Atos 5:13). Não gostamos de sentir-nos rejeitados, por isso precisamos de coragem para seguir as instruções do Senhor sobre a disciplina da igreja.

  • Discernindo a vontade de Deus. Na confusão religiosa de nossos dias, com doutrinas conflitantes por todo lado, para onde nos voltaremos para determinar o que o Senhor realmente quer? Muitos se fecham em si mesmos. Eles buscam a vontade de Deus consultando seus sentimentos, intuição ou experiências religiosas. Mas é impossível conhecer a vontade de Deus subjetivamente. O único modo de podermos saber os pensamentos de Deus é pela sua revelação (1 Coríntios 2:10-16). Outras pessoas se dirigem a chefes ou a organizações religiosas pensando que ali podem encontrar a vontade de Deus. Mas todo o ensinamento de homens precisa ser testado pela palavra de Deus (1 João 4:1-6; Mateus 7:15-20), uma vez que há muitos lobos vestidos de cordeiros. Alguns, como Asa, nem se preocupam em tentar encontrar o que o Senhor quer. Precisamos ativamente buscar a guia do Senhor, através de sua palavra, em todas as situações. Quando agimos e pensamos independentemente, acabamos fracassando.

A história de Asa é trágica porque, depois de haver começado tão bem, ele terminou confiando em seus próprios planos e mal-tratando aqueles que tentaram ensinar-lhe o que o Senhor queria. Que possamos sempre confiar no Senhor em todas as situações.

-por Gary Fisher

Quantos ladrões zombaram de Jesus na cruz?

Qualquer estudo detalhado da vida de Jesus envolve comparações dos quatro relatos do evangelho. Às vezes, estas comparações levantam questões sobre diferenças nos relatos. Consideremos um exemplo. Os quatro evangelhos afirmam que dois ladrões foram crucificados com Jesus. Mateus e Marcos dizem que os dois participaram das blasfêmias contra Jesus (Mateus 27:44; Marcos 15:32).Lucas, porém, diz: “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43).

Só Lucas fala da discordância entre os dois ladrões e da salvação de um deles. Esta diferença é prova de contradição entre os relatos? Mostra que a Bíblia não seja confiável?

Uma contradição aparece quando um relato nega outro, sem a possibilidade de conciliar os registros num relato coerente. Se Mateus ou Marcos tivesse negado a salvação de um dos ladrões, seria uma contradição, porque Lucas relata a promessa de Jesus a um dos dois.

Mas neste caso, há pelo menos uma explicação plausível que junta os relatos: Jesus foi crucificado entre dois ladrões. Inicialmente, os dois participaram da zombaria. Mas durante seis horas na cruz, um deles repreendeu o outro, como Lucas relata, e Jesus lhe prometeu um lugar no paraíso.

Devemos seguir o mesmo procedimento quando enfrentamos outras diferenças, devemos procurar uma explicação que admite todos os fatos relatados. Jesus curou dois endemoninhados (Mateus 8:28-34), mas Marcos e Lucas não erraram quando falaram da cura de um, especificamente daquele que saiu pregando o evangelho (Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39). Marcos (10:9-12) e Lucas (16:18) relatam o ensinamento geral de Jesus sobre o divórcio e casamento, mas não negam a exceção que Jesus citou em casos de relações sexuais ilícitas (Mateus 19:9).

Um relato pode complementar outro sem contradição, e a Bíblia continua confiável.

–por Dennis A

Cuidado com as Notas Falsas

Cuidado com as Notas Falsas

Algumas pessoas já passaram pela situação constrangedora de serem informadas pelo caixa do banco que o dinheiro usado para pagar é falso. Nessa situação ficamos muito decepcionados e envergonhados com nós mesmos por não termos percebido que estávamos carregando uma nota falsa. Muitas dessas falsificações são bem grosseiras e de fácil identificação, mas nem sempre é assim; algumas exigem uma análise mais detalhada, para que seja constatada a fraude.

Se no mundo físico, somos enganados e sofremos as conseqüências por portar uma nota falsa, o que podemos dizer em relação ao reino espiritual de nosso Senhor Jesus Cristo? Muitas vezes carregamos e defendemos ensinamentos achando que eles são verdadeiros e tem valor mediante o Pai, mas como podemos ter certeza que não estamos carregando notas falsas?

Precisamos conhecer bem o Verdadeiro para comparar com o Falso.

Geralmente pessoas que lidam diariamente com dinheiro, como os caixas de banco e comerciantes, sabem facilmente identificar uma nota falsa. Estes homens não têm nenhuma habilidade sobrenatural ou enxergam melhor que as outras pessoas, eles simplesmente manuseiam dinheiro e essa experiência diária com dinheiro verdadeiro faz com que eles se tornem especialistas em identificar notas falsas.

Os apóstolos tiveram acesso a toda verdade, através do Espírito Santo, e tornaram-se verdadeiros especialistas em identificar notas falsas. Paulo em sua carta a Timóteo (1Timóteo 6:3-10) fala que os falsos não concordam com as sãs palavras de Jesus e com o ensino segundo a piedade, possuem a mente pervertida supondo que a piedade é fonte de lucro. Pedro também identificou os falsos profetas e disse que eles introduzem heresias destruidoras desonrando o caminho da verdade, fazendo comércio das pessoas com palavras fictícias (2 Pedro 2:1-3).

Os verdadeiros discípulos permanecem na palavra, não indo além e nem ultrapassando o que está escrito (João 8:31; 2 João 9-11 e 1 Coríntios 4:6). Eles sabem que há um só Senhor, uma só fé, um só batismo (Efésios 4:5), portanto há uma única verdade digna de nota.

Conhecendo essa verdade, assim como os apóstolos, podemos, sem medo, comparar todos os ensinamentos que recebemos com as escrituras para ver se de fato é assim (Atos 17:11). Os ensinamentos podem vir de um pastor renomado que admiramos ou até mesmo num panfleto que recebemos na rua, não importa, o importante é fazer a comparação. Se nessa comparação, ficar claro que esses ensinamentos estão indo além do evangelho de Cristo, não tenha dúvida: você está diante de uma nota falsa.

Seja um verdadeiro especialista, meditando diariamente na palavra do Senhor (Salmo 1:1-2). Afinal, você não quer chegar, no dia do juízo, cheio de notas falsas no coração.

–por Luciano Reginato

Pescadores de Homens

Onde quer que Jesus fosse, ele sempre arrastava uma multidão atrás dele. A mensagem dele era profunda, surpreendente, diferente e mais autoritária do que o ensino dos líderes religiosos dos judeus. Até mesmo os guardas enviados para prender Jesus voltaram sem trazê-lo, dizendo, “Jamais alguém falou como este homem” (João 7:32-46).

“Assentando-se, ensinava do barco as multidões” (5:1-3). Jesus aproveitava qualquer situação como palco para ensinar a quem quer que o escutasse. Ele ensinou durante a recepção de um casamento (João 2:1-11), enquanto caminhava pela seara (6:1-5; cf. Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28), nas sinagogas (4:16; etc.), nos montes (Mateus 5:1-2; Marcos 13:3-5; etc.), ou em qualquer outro lugar onde havia pessoas.

Em Lucas 5, Jesus se encontrava à beira-mar, seguido de perto pelo povo. É possível que algumas destas pessoas o estivessem seguindo desde Nazaré, onde ele pregou na sinagoga e afirmou que ele mesmo estava cumprindo alguns trechos messiânicos do livro de Isaías! (veja 4:14-30). Outras pessoas talvez viessem de Cafarnaum, onde Jesus operou curas milagrosas e expulsou muitos demônios (4:31-41). Ainda outras poderiam ter vindo das cidades da Judéia, onde Jesus havia anunciado “o evangelho do reino de Deus” (4:42-44). Por causa de tudo que viram e ouviram, estavam agora “ao apertá-lo...para ouvir a palavra de Deus” (5:1). E, conforme o seu costume, Jesus os ensinou.

“Faze-te ao largo” (5:4). Depois de ensinar a multidão, Jesus tornou o foco de seu ensino ao grupo de seus próprios discípulos. Há necessidade tanto de ensino público como de ensino particular. Às multidões, Jesus lançava a base de instrução do evangelho do reino de Deus, como no famoso “sermão do monte” (veja Mateus 5:1 - 7:29). Nas horas que ele passava mais a sós com um número menor de seus discípulos, ele desvendava alguns dos mistérios mais profundos da vontade de Deus (veja, por exemplo, Marcos 4:10-20). Estes homens em particular já haviam decidido que iriam seguir Jesus (veja João 1:35-42). Agora, porém, Jesus os chamou para segui-lo de uma forma especial, o que faria com que ele pudesse os tornar em seus apóstolos. Por isso, ele os separou da multidão, a fim de instrui-los mais íntima e profundamente por meio de uma parábola “ativa” de pesca, na qual eles mesmos teriam a participação principal.

“Lançai as vossas redes para pescar” (5:4). Pedro, André, Tiago e João eram pescadores profissionais, ganhando as suas vidas na carreira que aprenderam e praticaram neste mesmo lago. Neste dia em que Jesus chegou para ensiná-los, eles já haviam passado a longa noite anterior numa tentativa frustrada de pesca. Quando Jesus pediu que colocassem as redes na água novamente, Simão Pedro reagiu rapidamente, dizendo, “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos...” (5:4). Afinal, quem era este carpinteiro para ensinar quatro pescadores como pescar? Ele obviamente não sabia que era melhor pescar de noite, e não de dia! Ele obviamente não sabia que os peixes estavam em outra parte do lago, já que Pedro e os outros profissionais haviam pescado a noite inteira sem sequer encontrá-los nesta região!

Porém, Pedro já conhecia a Jesus. Foi este carpinteiro que Pedro viu expulsar um demônio da sinagoga em Cafarnaum usando apenas a sua palavra (4:36). Depois, foi este mesmo carpinteiro que havia curado a sogra dele e muitas outras pessoas (4:38-41). Por conhecer Jesus e o poder de sua palavra, Pedro se segurou no meio de sua objeção e disse, “sob tua palavra lançarei as redes” (5:5).

“Apanharam grande quantidade de peixes” (5:6). Quando Pedro deixou de confiar na sua própria experiência e na sua própria sabedoria, ele escutou a Jesus, e o resultado foi surpreendente! Apanharam tantos peixes que as redes estavam prestes a se romper (5:6). Por causa da enorme quantia de peixes, Pedro e André pediram a ajuda de seus sócios, Tiago e João (5:7). E quando estes vieram, encheram os dois barcos “a ponto de quase irem a pique”! (5:7)

“Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (5:8). A reação de Pedro indica claramente que ele acreditava estar na presença do Divino. Séculos antes, quando o Senhor apareceu a Isaías para comissioná-lo à sua missão, o profeta teve uma reação semelhante, dizendo: “ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6:5). À vista do milagre desta pesca – algo como nenhum destes pescadores profissionais jamais havia presenciado – Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus, o adorando.

“Não temas; doravante serás pescador de homens” (5:10-11). Certamente, presenciar um milagre era algo apavorante. Mas Jesus, acalmando seu discípulo Pedro, explicou o sentido verdadeiro desta parábola da qual participavam. Da mesma forma que haviam sido treinados para pescar peixes, se seguissem as instruções de Jesus ele iria treiná-los para “pescar” homens. Admirados com o poder da palavra de Jesus, “deixando tudo, o seguiram” (5:11).

Observações gerais acerca de “pescar” homens

O trabalho importantíssimo de pregar o evangelho ao mundo não terminou com a morte de Jesus e seus apóstolos. De fato, Jesus disse que a morte e a ressurreição dele eram apenas etapas no plano de Deus para a salvação. Uma outra etapa necessária seria a pregação destas boas novas “a todas as nações, começando de Jerusalém” (veja 24:44-47). Portanto, este trabalho continuará até que o Senhor volte. Então, o que aprendemos daquele dia sobre a pregação do evangelho?

A “pesca” se faz por rede, e não por isca e anzol (5:4-6). Muitas pessoas praticam a “pregação do evangelho” como se fossem pescadores com anzóis. Preparam uma “isca” para atrair o maior número de pessoas – e quando estas enfiam o anzol nas suas bocas, dificilmente se desprendem. Muitos prometem “riquezas” ou “bençãos” aos que frequentam as suas igrejas e pagam os dízimos com fidelidade. Outros oferecem “curas” ou “descarrego”, e ainda outros dizem ser os únicos que entendem a palavra da verdade. Com tanta isca por aí, ouvir o “evangelho” acaba sendo apenas uma busca pelo que parece bem aos próprios ouvidos (veja 2 Timóteo 4:3-4).

Mas Jesus ensinava a pregação do evangelho na imagem de uma rede. Certa vez, falando acerca do reino do céu, ele disse: “é... semelhante a uma rede, que lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos...” (Mateus 13:47-49). A questão não é de “atrair” as pessoas com doutrinas e grandes promessas. Antes, o que é necessário é de lançar a mesma rede do evangelho sobre todos, sabendo que “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16).

Deste modo, não cabe ao “pescador” decidir onde e quando irá “pescar” e nem mesmo qual “isca” irá usar. Quem prega o evangelho deve pregar a todo tempo e “a toda criatura” (Marcos 16:15; veja também 2 Timóteo 4:1-2). Se todo o evangelho for pregado, ele irá arrastar os homens, assim como peixes numa rede. Repare que este foi o trabalho do apóstolo Paulo, que explicou: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3-4). Ele simplesmente decidiu nada saber entre eles, "senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Coríntios 2:2).

A “pesca” terá sucesso apenas se for “sob a... palavra” de Jesus (5:5). Como os pescadores aprenderam, Cristo é a chave. Sem ele, nada pescaram, embora usassem todo o seu esforço e recursos. Com ele, num único lançamento da rede, pescaram infinitamente mais de que já haviam visto. A nossa experiência, as nossas idéias, as nossas maneiras de alcançar o mundo perdido não são nada sem ele. Pessoas influentes e até igrejas inteiras têm feito programas “em nome de Jesus” que nada têm a ver com ele e que não ajudam a ninguém no sentido de escapar do pecado (veja Mateus 7:21-23; 23:15; Colossenses 2:20-23).

Jesus disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20). Assim, cristãos não são pessoas que aprenderam todos os pormenores da doutrina de Cristo. Cristãos são pessoas que, ao ouvirem o evangelho de Jesus, se submetem a obedecê-lo em tudo. As pessoas convertidas no dia de Pentecostes, por exemplo, pouco sabiam das doutrinas específicas dadas à igreja. Afinal, muitas destas doutrinas ainda não haviam sido reveladas. Portanto, após mostrarem seu arrependimento e serem batizadas, estas pessoas recém-convertidas “perseveravam na doutrina dos apóstolos...” (Atos 2:37-42). Mais tarde, os apóstolos iriam encorajá-los, dizendo “desenvolvei a vossa salvação...” (Filipenses 2:12), “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuino leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação...” (1 Pedro 2:2), “crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo...” (2 Pedro 3:18), e muitas outras exortações semelhantes.

Ser “pescador de homens” exige uma mudança de “profissão” (5:10-11). Não obstante o que fazem para ganhar a vida, cristãos deveriam ter como profissão principal lançar a rede do evangelho. Quando fazemos compras, devemos lançar a rede. Na escola, no trabalho, ou no lazer, devemos lançar a rede, “de sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (2 Coríntios 5:20).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

ACESSIBILIDADE AO REINO DE DEUS

ACESSIBILIDADE AO REINO DE DEUS

Artigo escrito por Pr. Martim Alves da Silva

Jesus veio ao mundo proclamando a mensagem do Reino de Deus, dizendo aos homens que empregassem esforços para entrar nesse Reino. Era a razão principal da vida e do ministério de Jesus. O Reino de Deus compreende todo espaço do seu domínio. É aonde a vontade de Deus é realizada na sua plenitude. O homem deve buscar esse Reino, como uma forma de viver melhor em todas as suas dimensões. Jesus disse: “Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
Li, ultimamente, um artigo sobre o Reino de Deus e achei bem interessante repassar para os nossos leitores, somente uma parte que trata das condições e regras para se entrar nesse Reino maravilhoso. Diz: - O primeiro ponto essencial para o cidadão do Reino: HUMILDADE, reconhecimento de que se está sem Deus e reconhece isso. Reconhecer as próprias misérias e pedir a graça de Deus: Segundo passo, ARREPENDIMENTO, mudança de direção. Os que choram são consolados com o perdão dos pecados. Chorar não somente pela própria condição, mas da condição dos demais que não conhecem a Jesus. Terceira condição para habitar no reino dos céus. MANSIDÃO. Submissão e sujeição à autoridade de Cristo. Não é fraqueza, mas força para sujeitar-se. Muitos têm poder para tudo, menos para obedecer, ser manso. FOME ESPIRITUAL, fome e sede espiritual. Desejar o governo de Deus com sua justiça. Isso é só para os que deram os passos anteriores. Outra lei do reino: MISERICÓRDIA. Trata-se de bondade, simpatia, de compreensão e serviço ao próximo. Está fundamentada na lei da semeadura. Sexto ponto indispensável para o cidadão do reino. PUREZA, santidade; somente os santos verão ao Senhor. PACIFICADOR – Aquele que faz a paz do homem com Deus e de homem com homem. O contrário do espírito de confusão, belicoso. Somente pode ser pacificador aquele que tem vida reconciliada com Deus. Não está sob influência de espírito de confusão. Paz interior. Viciado em confusão. O reino de Deus é para aqueles que sofrem vergonha, perseguição, mentiras e maldades por causa da justiça e do Senhor.
Assim sendo, o acesso ao Reino de Deus é para todos, mas os critérios estão estabelecidos pelo Senhor Jesus que disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5.20); e acrescentou: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”(Mt 7.21). Portanto, para ter acesso ao Reino de Deus é necessário, não só o conhecimento das reais condições, mas vivê-las intensamente no relacionamento como Deus e os homens.

JESUS VEIO E VIRÁ DE NOVO

JESUS VEIO E VIRÁ DE NOVO

Artigo escrito por Pr. Francisco Vicente

Disse Jesus: “Eu vim...”. Ele veio, deixando a eternidade e penetrando na História da humanidade; veio de Deus para os homens. Sua missão foi inspirada pelo amor, e realizada com sacrifício. Ele mesmo a resumiu nas inspirativas palavras: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia” (Jo 10.10). Ele deu a sua vida por nós, provando o grande amor de Deus, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). Ele virá novamente! O profético hino do cantor Cícero Nogueira, sugere a mensagem: “Jesus virá de novo, arrebatar seu povo. Desperta ó Igreja porque a peleja aqui vai terminar...”. Sim, Jesus virá novamente, para julgar o mundo com justiça, e reunir seu povo para levá-lo ao lar celestial. Ele mesmo prometeu: “Vou preparar-vos lugar... voltarei e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.2,3). Estar com Ele para todo o sempre – longe da dor, do pecado, da morte e do sofrimento – esta é a grande e bem aventurada esperança da Igreja do Senhor Jesus. Portanto, estamos vivendo o tempo situado entre suas duas vindas, a primeira e a segunda. Sabemos há quanto tempo se deu o primeiro advento, todavia, não sabemos há quanto tempo se dará o segundo. Pode ser até hoje mesmo. A palavra de Deus é bem clara: “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, mas unicamente o Pai. E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Portanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.36-39). O apóstolo Paulo também afirma: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitaram primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts 4.16,17). Enquanto isso, podemos afirmar que Jesus é a esperança do mundo – também a sua ameaça. Em suas palavras, preservadas na Bíblia e proclamadas através da Igreja, Ele nos apresenta um convite, dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais casados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo e leve” (Mt 11.28-30). É que Jesus, na sua infinita onisciência, compreende perfeitamente que os homens se desviaram dos caminhos do Senhor e se acham perdidos no pecado. No deserto de uma vida mal vivida, eles estão sendo, amargurados, oprimidos e torturados por uma sede interior que não podem mitigar. Nem o trabalho, nem o lazer os satisfazem realmente, pois o espírito do homem almeja é a vida em Cristo. E Jesus convida a receber esta vida, dizendo: “Se alguém tem sede venha a mim e beba” (Jo 7.37). A fonte da água da vida é Jesus. Receba-o em sua vida.

CRISTO, REMÉDIO PARA A FRUSTRAÇÃO

CRISTO, REMÉDIO PARA A FRUSTRAÇÃO

Artigo escrito por Aux. Antônio SImão

Há momento em que tudo parece falhar. Nuvens negras e sombrias toldam o horizonte, não permitindo que nossos olhos vejam a luz do sol que brilha do outro lado. Existem ocasiões em nossas vidas em que as coisas perdem o seu sentido e que nada mais parece ter a importância devida para nós, tal é a força da tempestade que desencadeia sobre nós.
É justamente aí, quando tudo parece irremediavelmente perdido, fazendo com que a frustração grande e profunda tome conta de todo o ser, que a promessa maravilhosa se faz sentir – e “Ele cuidará de nós”.
Ele é nosso refúgio. Isaías falou ser um esconderijo contra o vento, como uma providência de Deus que é para resolver os nossos problemas. Seu nome é Jesus! Ele preparou em Cristo tudo o que eu e você precisamos agora. Há coisas que, como o vento forte, nos agitam. Tentações, preocupações, acusações, decepções, tristezas e angústias. Deus sabia que estas coisas viriam sobre nós e por isto preparou um lugar para nos abrigar: CRISTO. Em seus fortes braços estamos resguardados do vento frio e forte que nos açoita. Somente nos refugiando em Cristo, encontraremos a segurança que não permitirá que os ventos desta vida nos derrubem.
Cristo é um refúgio contra a tempestade da dor, sofrimento e morte. Ele é a bonança que nos produz alegria, através do Seu amor. Felicidade por meio de sua bondade. Vida por intermédio de seu sacrifício no Calvário. Possuir Jesus é ser dono de um ribeiro em lugares secos.
Esta vida é seca e árida, mas em Cristo há abundância de águas vivas. É confiantes, neste Senhor maravilhoso, que encontramos resposta para nossos problemas. Alegria e confiança nos instantes de angústia e incerteza, pois, neste mundo em que vivemos, estamos sempre atravessando tristezas e problemas.
Sim, mas Cristo é o remédio infalível para as nossas frustrações. Não importa se alguém nos feriu ou nos enganou. Se na hora da dor seus amigos o deixarem só, ainda que tudo e todos falhem, que no momento mais preciso de sua vida haja apenas solidão e abandono, alegre-se porque existe Alguém que nunca há de deixá-lo: Jesus Cristo, o meigo nazareno. Ele é o amigo real e verdadeiro.
Olhe para o céu e contemple o brilho do sol ardente através de seus raios que já agora transpõem as densas e negras nuvens. Estes raios que chegam agora, trazendo de volta a esperança perdida e a alegria de viver. Jesus Cristo é o sol de nossa vida, a bela e fulgurante estrela da manhã. Em Sua bendita pessoa encontramos o verdadeiro sentido da vida, a vitória real, Salvação eterna e, acima de tudo, o remédio para as feridas produzidas pelos espinhos desta vida, o bálsamo para toda e qualquer frustração.
Todo o mal que a vida nos produz, Ele já levou sobre Si, e convida: “Vinde a mim e Eu vos aliviarei”.
No instante em que este convite se torna real em nossas vidas, Cristo se torna para nós como a sombra duma Rocha em terra sedenta. E assim, alicerçados nEle, prosseguiremos alegres e confiantes, livres das tristezas deste mundo passageiro, numa jornada feliz em busca do Céu, nossa sonhada pátria celestial.

Antônio Simão

SEGURANÇA NO CASAMENTO

SEGURANÇA NO CASAMENTO

Artigo escrito por Pr. Elumar Pereira

Foi no principio que Deus criou todas as coisas. Entre as coisas criadas estavam o homem e a mulher que diferentemente de todas as outras criações foram feitos a imagem e semelhança do próprio Deus.
E tendo Deus instituído e celebrado o matrimonio do primeiro casal, os abençoou e disse crescei-vos, multiplicai-vos, enchei a terra e dominem..., isto é haja equilíbrio entre vocês e todos os demais seres criados, haja harmonia, vivam em paz e lutem pela segurança em todo tempo até que a morte os separe.
Ao criar o homem, Deus o colocou em um ambiente seguro chamado Éden, tendo plantado um jardim, onde ali existia toda espécie de árvores agradáveis à vista e boas para comer, era um lugar seguro.
Essa foi sempre a preocupação de Deus com a família, que a mesma pudesse viver em segurança. Assim foi com Noé, que diante de uma catástrofe anunciada de um dilúvio ordenou que o mesmo construísse uma arca para segurança e salvação de sua família. O pecado trouxe insegurança e sérias conseqüências que afetaram principalmente o bem estar e a segurança da família. Existe hoje uma preocupação muito grande em todas as áreas com a segurança. As empresas estão investindo muito em segurança do trabalho, as forças armadas procurando se aperfeiçoar nos avanços da tecnologia para manter a segurança nacional e assim outros setores de uma maneira ou de outra estão preocupados com a segurança.
A família como a célula mãe da sociedade precisa mais do que nunca de segurança, não somente física mais principalmente segurança emocional, isto é, a segurança de se abrir e ser conhecido de forma profunda e intima, sem medo de ser acusado, criticado, julgado ou condenado. Um casamento bem sucedido é resultado de muita habilidade de relacionamentos e do ingrediente básico chamado segurança.
A segurança dá sustentação e apoio para cada aspecto do seu relacionamento. A segurança faz seu casamento parecer o lugar mais seguro da terra, o lugar onde você deseja crescer e amar. Quando você se sente seguro automaticamente se abre e compartilha o mais profundo do seu ser, você passa a praticar a empatia.
Há dois fatores básicos que cria segurança no casamento, o primeiro chama-se franqueza que é simplesmente ser e expressar quem você é não necessitando de máscaras. O segundo fator chama-se compromisso que significa obrigação, acordo. O compromisso deve ter dois componentes básicos: o primeiro é a elaboração de um plano para permanecer conectados até a morte. E o segundo é Elaborar uma lista de razões pelas quais o casal deve viver sempre em harmonia e nunca se divorciar. O componente responsável por um casamento excelente é um ambiente realmente seguro, físico, intelectual, espiritual e emocionalmente. A segurança é o sistema de raízes de um casamento em harmonia. E essas raízes são exatamente manter a palavra dada. Nunca trair o outro. Não tornar-se egoísta. Crescer na unidade de objetivo. Prestar sempre atenção ao outro. Comunhão sempre mais intensa. Aprofundar juntos a vida espiritual. Lembre-se sua família é o seu maior patrimônio e que nenhum sucesso compensa o fracasso de sua família, portanto invista na segurança do eu casamento e da sua família.

Deus te Abençoe em nome de Jesus.

Pr. Elumar Pereira da Silva

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SHOW NÃO É CULTO AO SENHOR

Artigo escrito por Pr. Martim Alves da Silva

Hoje virou moda a realização de shows evangélicos. São empresários e artistas, uns se dizem evangélicos outros não, mas a verdade é que, buscam o lucro fácil dos incautos que não conhecem os ensinamentos bíblicos e daqueles que querem um evangelho diferente daquele ensinado por Jesus Cristo e seus apóstolos. Jesus tinha tudo para ser um pop star, cheio da virtude do Espírito Santo, percorria cidades, aldeias e praias anunciando o evangelho do Reino e fazendo milagres entre o povo; coxos andavam, cegos viam, leprosos eram purificados, mortos ressuscitavam ouvindo a voz de seu poder, desesperançados encontravam o sentido da vida, enfim, milagres aconteciam por onde Ele passava e multidões afluíam para ouvi-Lo. Se Ele tivesse em vista o lucro e a fama, certamente alugaria um anfiteatro romano ou um auditório, muito comum em seus dias e faria shows com recorde de público e porque não dizer, seria campeão de bilheteria. Mas nunca buscou riqueza ou fama para Si. Sendo rico, se fez pobre por amor a nós. Pregava o evangelho e fazia milagres sem exigir dinheiro de quem quer que seja. Muito diferente dos artistas “evangélicos” que exigem cachê, passagens aéreas e hospedagem em hotéis de cinco estrelas e, alguns deles ainda fazem questão de se apresentar para um grande público. Pensando bem, muitos desses artistas nunca experimentaram um novo nascimento, conforme disse Jesus a Nicodemos “Necessário vos é nascer de novo Jô 3.7”, mas como não tem mais espaço lá fora, buscam atrair o povo evangélico com seu tristemunho, louvor gospel e com bandas, cujo ritmo é abominável ao Senhor, conforme diz o Senhor através do profeta; “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos Am 5.23”. Fazendo uma observação mais detalhada, esses artistas não sabem o que é um culto de oração ou mesmo de doutrina, apenas se dispõem para um show, onde o lucro é seu alvo. Como prova disso, pergunte aos seus pastores se eles comparecem aos cultos na igreja para adorarem ao Senhor! Eles não entendem de culto, mas sim de show. Há uma diferença estratosférica entre culto e show, senão vejamos: no culto, a pessoa mais importante é Deus, no show é o artista: no culto a Deus, ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento; no culto Deus está presente, no show Deus está ausente, pois Sua glória não dá a outrem; no culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações, no show o apresentador se compraz com a desenfreada desordem; no culto o povo glorifica a Deus, no show só gritos e assobios para o artista; no culto o povo reverencia a Deus em adoração, no show há bagunça incontrolável.

Enfim, essa nova onda de culto a personalidade nos shows evangélicos, tem banalizado o evangelho santo de nosso Senhor Jesus Cristo perante o mundo. O apóstolo Paulo já nos advertiu na carta aos gálatas, declarando que; “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (Gl 1.9)”. Que Deus abençoe e guarde a Sua igreja desta e outras práticas que denigrem e distorcem o evangelho da graça de Deus.

UMA PALAVRA AOS JOVENS

Artigo escrito por Pr. Francisco Vicente

Papai posso ir ao show? Muitos pais e jovens crentes, se vêem confrontados com a pergunta - é certo uma pessoa crente frequentar um show de artistas ou de qualquer outro “ídolo” nacional ou internacional? Para alguns filhos de Deus, a resposta é um “não” claro! Para outros, especialmente os mais jovens, a solução não é tão óbvia e a falta de concordância certamente tem trazido conflitos para muitos dos nossos lares e consequentemente para as igrejas genuinamente evangélicas. “Posso ir? Devo fazer? Me deixa comprar? Me permita assistir? Pais e filhos estão se vendo com a difícil tarefa de distinguir o certo do errado num mundo que anuncia a todos que não existem padrões absolutos e que tudo é válido se nos der prazer. Além disto, vivemos numa sociedade transformada pelo “progresso” eletrônico e informático. As nossas famílias vivem cercadas por inúmeras opções de recreação e entretenimento. As regras do passado, para a vida cristã, muitas vezes parecem ultrapassadas ou irrelevantes. Na tentativa de responder às solicitações dos seus filhos, muitos pais imediatamente alegam que a Bíblia não fala especificamente sobre os shows e discos de ídolos musicais. Ela não faz referência ao humor do Pânico na TV e ao “rock evangélico” ou mesmo ao Grupo Gospel preferido. A maioria dos esportes tão “venerados” no nosso Brasil não está citada ali. Não encontramos nas suas páginas, as estrelas esportivas da Fórmula 1, do basquete, da nossa seleção de vôlei e do futebol. Também não são mencionadas os filmes nas locadoras de vídeo, os teatros, os clubes, os programas de televisão, a internet, os videogames, e as revistas e os livros que nos são oferecidos diariamente. Será então que a Bíblia ainda pode nos guiar na determinação da nossa atitude com relação a estas coisas? O peso destas decisões deve cair sobre cada um e não somente sobre os pais ou líderes. Digo melhor: a responsabilidade é de cada pai e cada filho crente. Cada crente tem a responsabilidade de fazer escolhas conscientes. Frequentemente, a tendência é de se ressentir das restrições impostas pelos pais ou pela liderança da igreja. Sentindo-se vítimas dos “caprichos” ou “manias” destes, alguns até adotam uma atitude de rebeldia e descontentamento.) Em Romanos 14.12, Paulo afirma, “Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”. Ele está comentando o problema de pessoas que estavam tentando determinar o certo e o errado com relação a coisas não claramente explicadas por Deus, na sua revelação. A conclusão dele é importantíssima! Ele escreve, “Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, é condenado… porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado”. Dito de maneira positiva, isto significa que os jovens que professam serem filhos de Deus têm que ter certeza absoluta que alguma coisa tem a aprovação de Deus antes de fazê-la. Enquanto não existir aquela certeza, aquilo permanece sendo pecado. Sendo assim, como o jovem, e seus pais, conseguirão escolher os seus divertimentos, sem ofender a Deus? Mesmo que a Bíblia não fale especificamente sobre as diversões oferecidas aos crentes do século XXI, ela possui diretrizes seguras e nos aponta o rumo certo. O Apostolo, escreve aos Filipenses nos seguintes termos:”Quanto ao mais, irmãos,tudo o que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” Fp 4.8,9.

CRÔNICAS ESPIRITUAIS: Casamento com graça

Qual o segredo de um casamento bem sucedido? Essa é a pergunta que alimenta uma série de palestras e publicações. A resposta para essa pergunta depende das cosmovisões daqueles que pretendem respondê-la. Na sociedade moderna, podemos destacar quatro componentes usados como critérios para avaliar os casamentos. O primeiro deles é o sexo, o segundo é a beleza física, o terceiro é a condição financeira, o quarto e último o romantismo. A princípio, destacamos que esses fatores podem ter alguma importância, mas, por outro lado, veremos que não são imprescindíveis ao relacionamento conjugal. Especialmente se ponderarmos a respeito deles a partir de uma abordagem cristã.
O sexo tem o seu devido lugar no casamento. Ao contrário do que defendem certos puristas, Deus criou o homem e a mulher não apenas para a procriação. O prazer sexual no casamento é digno de honra e para a satisfação mutua. Mas como o homem tem uma tendência a deturpar tudo que Deus criou de bom, o sexo acabou sendo endeusado, acarretando conseqüências drásticas à sociedade. A banalização do sexo objetificou os seres humanos, que acabam sendo usados e descartados de acordo com as conveniências e necessidades. Entre os cristãos, alguns jovens, apelando para Paulo, dizem que precisam se casar imediatamente a fim de não se abrasarem. Suas atitudes precipitadas poderão se transformar em problemas quando descobrirem que o relacionamento conjugal não se restringe ao sexo.
A beleza física também é outro engano que a mídia tenta impor como padrão. Os atores de cinema, da televisão e das revistas são esguios, têm corpos simétricos e rostos definidos. Muito diferente do que vemos no dia-a-dia, basta olhar ao redor para ver que os padrões de beleza estipulados pelos meios de comunicação estão muito longe da maioria. Muitos jovens se iludem com esses modelos que nos são repassados diariamente. O resultado é um processo de idealização que leva à frustração, bem como à inversão de valores. O cônjuge ideal, ao invés de ser avaliado pelo caráter, é buscado a partir dos atributos externos, e esses, justamente, são os que costumam definhar ao longo da existência. Não por acaso, muitos deixam seus cônjuges assim que começam a perceber as primeiras rugas.
A condição financeira, desde anos remotos, assume condição fundamental no enlace matrimonial. Basta lembrar que antigamente os pais escolhiam uma esposa para os filhos de acordo com o dote a ser recebido. Essa prática ainda persiste em alguns países, em outros, acontece, mas de forma velada. Encontrar um “bom partido” continua sendo um sonho para alguns pais. Não descartamos a necessidade de uma avaliação financeira responsável antes de adentrar a um relacionamento conjugal. Por outro lado, sonhar com uma situação socioeconômica abastarda como fator decisivo para o casamento é uma atitude de egoísmo. Diferenças significativas nesse particular podem muito bem gerar um quadro de jugo desigual. Cônjuges cristãos devem considerar que uma conta bancária vultosa não garante felicidade conjugal.
O fundamento para um casamento feliz, há quem defenda, está no romantismo. Algumas práticas românticas sugeridas seriam: fazer declarações contínuas de amor ao cônjuge, abrir a porta do carro para a mulher entrar, lembrar das datas importantes e mandar flores, declamar poesias e espalhar bilhetes por toda casa. Atitudes como essas são louváveis e devem ser estimuladas. Porém, a vida conjugal não é feita apenas de momentos românticos. Os casais, mesmo os cristãos, não estão imunes às crises. Nessas horas, as declarações de amor ficam embargadas, a gentileza dá lugar às murmurações, as flores, as poesias e os bilhetes perdem o sentido. Quando isso acontece, a menos que os cônjuges tenham maturidade para superar as adversidades, o casamento pode se tornar um conto de fadas às avessas.
Um casamento bem sucedido, dentro de uma cosmovisão cristã, se fundamenta na graça. Não por acaso essa palavra – charis em grego – tenha uma conotação tão importante no cristianismo, cujo significado é “favor imerecido”. Ter graça significa ver o outro não pelo que ele é ou pelo que tem. No relacionamento conjugal cristão, a graça, por sua própria natureza, é um princípio basilar. É por graça que o cônjuge aceita o outro quando o interesse sexual não mais existe ou que por alguma condição física não mais pode ser concretizado.
É pela graça que o cônjuge, ainda que tenha respaldo bíblico para se divorciar, prefere acatar o arrependimento e liberar o perdão ao outro. É pela graça que o jovem que não tem os traços de beleza impostos pela mídia é aceito pela mulher amada. É pela graça que os cônjuges, mesmo sem uma condição financeira favorável, desfrutam de momentos agradáveis e aprendem a transformar as privações em bênçãos. É pela graça que casais, mesmo quando as atitudes românticas se tornam escassas, buscam maneiras para compensá-las e encontrar motivos para continuarem juntos. Essa é a graça do casamento.

terça-feira, 7 de julho de 2009

DEVER DO HOMEM

Artigo escrito por Aux. Antônio SImão

Entre os direitos que o homem goza na terra e deles usufrui, existem também seus deveres para com Deus e o próximo, que jamais poderão ser substituídos.
É comum se ver questões e até juízo em tribunais por pessoas que cuidam dos seus direitos e, porque não dizer, até justos, às vezes, porém do dever quase ninguém se preocupa. O homem foi dotado de inteligência para considerar a sua vivência neste mundo, e para confirmar notamos Moisés na sua oração pedindo ao Senhor: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”.
Muitos são os deveres que pesa nos nossos ombros, os quais foram instituídos pelo Senhor Deus, para uma observância total. Não se pode ignorar o dever de cidadão de qualquer país do mundo no que diz respeito às leis, decretos, resoluções, às vezes quase impossível o cumprimento, contudo a exigência é irrevogável, custe o que custar. A humanidade toda, sem acepção, está diante de deveres totalmente espirituais, que nunca poderão passar. O que entendemos por dever e direito é que o primeiro não é facultativo, mas obrigatório, exigente, ao passo que o último é prerrogativa que alguém tem de exigir de outrem a prática ou abstenção de certos atos, ou o respeito a situações que lhe aproveitam. O sábio Salomão escrevendo a respeito disse: “Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. (Ec 12.13).
Diz a Palavra de Deus que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Queres ser sábio? Eis o caminho. O homem de qualquer nação, raça, cor ou cultura, está obrigado sem reservas a temer a Deus e guardar os seus mandamentos. Se os homens reconhecessem sua condição de “devedor” ao Senhor, o mundo seria outro, não apenas falava-se de paz, mas estaríamos vivendo num clima de intensa paz. Perante a justiça humana poderá haver uma “reconsideração ou substituição” naquilo que motivou violação ao cumprimento da lei, mas com a justiça divina todo e qualquer recurso será refutado, porque Deus não é homem...
Prezado leitor, pondera um pouco, reflete, confere com a tua consciência e pesa tuas obrigações, teus deveres para com Deus. Ele requer sua observância integral. Na leitura do Salmo 90, Moisés reconhece a sua condição e calcula os dias do homem na terra no máximo há 80 anos, sendo a canseira o orgulho de tais dias. Desperta a tua atenção para este assunto decidindo a temer a Deus em todos os teus caminhos, e observando atentamente as obrigações que o Senhor te incumbiu a cumprir.
No cumprimento dos “teus deveres”, teus direitos não serão negados pelo Senhor que dá a recompensa a cada um segundo as suas obras. O momento chega para considerar a contagem dos teus dias; assim fazendo verás que alcançaste coração sábio.
Lembra-te que Deus não pede favores, não implora a quem quer que seja e para com Ele não há acepção de pessoas. Temer a Deus, e guardar os seus mandamentos (que não são pesados, I Jo 5.3), é o dever de todo o homem.

fonte: www.admossoro.com

O MISTÉRIO DE UMA SÓ CARNE

Artigo escrito por Pr. Elumar Pereira

Por isso deixará o homem a seu pai e mãe, e unir-se-á à sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. Portanto, o que Deus uniu não separe o homem (Marcos 10.7-9).
O tornar-se uma só carne é um mistério que vem de encontro às regras da matemática, onde, “um mais um é igual a dois”, enquanto que na regra do mistério de uma só carne “um mais um é igual a um”. Essa união mística entre um homem e uma mulher tem natureza tanto espiritual quanto física. Essa unidade tem lugar entre um homem e uma mulher, quando há um total compromisso de corpo, alma e espírito de um para com o outro, sem reservas. Ao ministro, juiz ou sacerdote compete juntar, porém a Deus compete dar a unidade, tornando-os uma só carne, e isto é um mistério. É necessário deixar e unir-se a fim de se tornar uma só carne. Tanto o marido como a mulher precisam deixar o pai e a mãe, física, emocional, espiritual e financeiramente. Eles precisam estar ligados um ao outro de tal modo que se tornem um só. É necessário que ambos estejam em acordo, de modo que a transparência seja norma de seu relacionamento.
Adão o primeiro ser criado, parecia que não tinha falta de nada, Deus o havia formado do pó da terra e soprado nele o espírito de vida. Assim ele pensava, sentia e experimentava tudo que Deus colocara a sua volta, e tinha domínio e superioridade sobre todas as coisas, porque, assim Deus lhe concedeu autoridade. Uma prova desta superioridade é que Deus fez passar diante de Adão todos os animais para que o mesmo lhes desses nomes. Porém, nenhuma forma de vida animal poderia satisfazer a necessidade físicas e emocionais de Adão. Ele precisava de alguém que fosse seu igual na criação; Alguém espiritualmente vivo e criado à imagem de Deus, alguém como ele mesmo. Aqui está o grande mistério, Deus não fez uma mulher independente, formando-a do pó da terra como fez com Adão, Deus formou a mulher de uma parte do homem.
Assim, Deus criou ao mesmo tempo um elo de dependência entre o homem e a mulher. Eles não foram criados para viver em competição um com o outro, mas sim para se complementarem. Deus apenas usou a masculinidade e a feminilidade de ambos para diferenciá-los e para uni-los. O homem foi e é honrado ao reconhecer que a mulher foi criada para ele, no entanto a mulher foi e é honrada ao reconhecer que o homem é incompleto sem ela. Assim ambos compartilham da mesma dignidade, honra e valor perante o seu criador.
A cola que junta os dois e que somente a morte poderá separar, é o relacionamento que cada um dos cônjuges tem com Deus. É o cordão de três dobras que dificilmente se arrebentará. Deus, marido e mulher. Casamos no cartório perante as testemunhas e o juiz para cumprir a lei.
Casamos na igreja perante o povo para invocar as benções de Deus e para dar testemunhos públicos dos votos feitos.
E, finalmente, os dois consumam seus casamentos ao se tornarem uma só carne. Isto é a consumação do casamento. E esta experiência é reservada somente para duas pessoas que DEIXARAM e se UNIRAM através dos laços sagrados do matrimônio.
Que Deus te abençoe.
Pr. Elumar Pereira da Silva

fonte: www.admossoro.com

A FERRAMENTA QUE NÃO DEVERIA FALTAR NA VIDA DO CRISTÃO

Artigo escrito por EBD – EV. FCO IVO

Todos os domingos, pela manhã ou a tarde, em todas as congregações, temos Escola Bíblica Dominical e como é importante o ensino bíblico para o cristão. Como o corpo precisa do alimento, o nosso espírito precisa da Palavra de Deus: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11).
A lição do domingo tem como tema: “Os dons espirituais”, partindo do princípio que dons são capacitações dadas pelo Espírito Santo de Deus, ou seja, ferramentas que concede-nos desempenhar determinadas tarefas na obra do Senhor, só nos resta buscar para alcançá-los: “Portanto, procurai com zelo os melhores dons” (I Co 12.31).
Apesar de sermos aconselhados de buscar os melhores dons. Não esqueçamos que tal propósito é para edificação do corpo (Igreja), e não para destaque pessoal. Até porque não somos donos deles (dos dons), mas somos instrumentos utilizados para crescimento do corpo e glorificação de Deus, o apóstulo Paulo na sua vida ministerial deparou-se com certa jovem que por meio de demônio adivinhava, ela (a jovem) no transcorrer de vários dias vinha pertubando o apóstolo Paulo. A sua mensagem até parecia um elogio, esta era a sua expressão: “Estes homens que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus altíssimo” (At 16.17b).
Mas, Paulo mediante o discernimento do Espírito manda que o demônio saia dela.
Fico a pensar: Quantas vezes poderá ter acontecido em nosso meio e por falta de discernimento, no lugar de repreender, agradecemos pelo elogio.
Jesus nos traz luz acerca do servo e diz: “... quando fizerdes tudo o que vos for mandado, direi: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.10), logo toda a glória seja para o seu Senhor.
Irmãos, duas coisas é de suma importância para o cristão: “Crescer na graça e no conhecimento. Mediante a graça, somos beneficiados por toda a sorte de dons, a partir da salvação, como sabemos é dom de Deus (Ef 2.8). Os dons, nos dá visões dos céus, são como lentes de um microscópio que capacita-nos a enxergar os microorganismos; ou ferramentas para um bom desempenho na vida de um profissional.
O conhecimento nos traz convicções, firmeza e confiança. O apóstolo Paulo chega a dizer: “por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (II Tm 1.12).
Diante do conhecimento as situações não nos abalam. Porque vivemos na confiança, enxergando o futuro. Tinha razão quando o profeta Habacuque dizia: “Porquanto ainda que a figueira não floreça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Des da minha salvação” (Habacuque 3.17-18).
Não é por acaso que Oséias diz: “O meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento...” (Os 4.6ª). A falta do conhecimento nos traz pavor até mesmo diante do Mestre – os discípulos vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se dizendo: é um fantasma e gritaram com medo (Mt 14.26).
Portanto, meus irmãos, tomemos o conselho de Pedro: “Crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e salvador Jesus Cristo” (II Pe 3.18).
A paz do Senhor para todos os irmãos.

fonte: www.admossoro.com

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Atravessando décadas edificando gerações

Prestigiado por inúmeros fiéis assembleianos, o culto geral de instrução da Palavra de Deus, um dos mais tradicionais e concorridos da Assembléia de Deus em Mossoró cativa, através de sua liturgia, um crescente número de membros e congregados que, semanalmente aflue ao templo sede da AD em Mossoró, com o objetivo de ouvir a ministração doutrinária pelo seu presidente, pastor Martim Alves da Silva.

Sob a direção dos pastores Martim Alves da Silva (presidente da AD em Mossoró e regão oeste potiguar) e Diomedes Pereira Jácome (vice-presidente), o culto geral de doutrina atravessa décadas primando pela ministração genuína das verdades cristãs exaradas na Bíblia Sagrada.

Segundo o pastor Martim Alves, o ensinamento bíblico das verdades e doutrinas sagradas constitui-se nutrientes vitais à formação do caráter cristão e nova vida em Cristo enquanto Igreja viva, que se deleita em ouvir e atender ao Seu Senhor, salienta.

Com uma liturgia diversificada o culto geral de doutrina acontece semanalmente (às sextas-feiras, às 19h), no templo sede da AD em Mossoró (Av. Dix-Neuff Rosado, 155, centro), contando com a participação de pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos, auxiliares, membros e congregados.

No louvor, as congregações mossorenses se revezam na cooperação semanal obedecendo a escala de cooperação definda pela Secretaria Geral da AD em Mossoró, visando a participação ativa e valorização de todas as congregações e setores.

Em suas participações, os grupos se integram na formação de um grande coro com apresentação especial.

De igual sorte, cooperando na ministração do louvor, a Orquestra Verbus coordena a execução dos louvores congregacionais, apresentando, ainda, durante os cultos os seus números especiais.

Embalados em uma esfera de muita espiritualidade, os participantes escutam atentamente, as ministrações do pastor Martim Alves da Silva, o qual, ao longo de sua trajetória como líder espiritual do rebanho mossoroense tem, com denodo, se debruçado, em oração, sobre os textos bíblicos extraindo e compartilhando com os seus liderados substanciais mensagens de edificação e exortação, ensejando o fortalecimento e crescimento espiritual da comunidade assembleiana sob sua responsabilidade.

Como evidência da boa assistência e importância dos temas abordados, os cultos de doutrina têm sido prestigiados por inúmeros visitantes que, ao ouvirem a genuína mensagem, respondem afirmativamente ao convite à salvação.

Visite o templo sede, participe do culto geral de doutrina e seja ricamente abençoado pelas ricas mensagens de conforto e edificação, recebendo, através do ministro do evangelho, as bênçãos sobre sua vida.

Uma peleja com certeza de vitória

Artigo escrito por Ev. Francisco Ivo da Silva
Domingo, dia 01 de março, estaremos estudando a 9ª lição do trimestre, tem como tema “O Senhor pelejará por seu povo”. Essa expressão não era estranha aos ouvidos do homem de Deus (Josué). Próximo a passagem do mar Vermelho, Josué ouviu também esta expressão encorajadora do seu líder, Moisés: Moisés porém disse ao povo: “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Ex 14.13-14).Vivemos em um mundo cético. Em um período da história, denominado de pós-moderno, em que os valores são relativos, as verdades de igual modo, em que as pessoas colocam-se como o centro das atenções e Deus está sendo deixado de fora.A Igreja foi instituída para lutar contra este sistema de coisas. Temos uma missão: “A nossa luta não é contra a carne e sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os principes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12).O nosso inimigo é invisível. Só podemos perceber a sua atuação no comportamento das pessoas, manipulando-as como se fossem fantoches.Certamente diante do exposto, queremos encontrar motivos para ficarmos parados, desaminados, vencidos, “tão somente pela fama do nosso inimigo. A maneira ardilosa de operar” e isto, me faz lembrar que não foi diferente com os israelitas, quando Moisés manda os espias para ver a terra que haveria de ser conquistada. “E infamaram a terra que tinham espiado perante os filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos a espiar, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos no meio dela são homens de grande estatura, também vimos ali gigantes, filhos de Enoque, descendentes dos Gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos” (Nm 13.31, 32).Tornaram-se homens vencidos sem travar nenhum confronto. Mas, levantou Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falarão a toda a congregação dos filhos de Israel dizendo: A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o Senhor se agrader de nós, então nos porá nesta terra e nola dará terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebelde contra o Senhor e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco: Não os temais (Nm 14.6-9).“O Senhor pelejará por nós”, mas uma coisa é necessária: Guardar a sua Palavra e não negar o Seu Nome. Então veja o que acontece aos que assim procedem: “Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha Palavra e não negaste o Meu Nome (Ap 3.8).A visão do homem de Deus não é para temer ao inimigo, mas temer ao Senhor, guardar a sua Palavra e não negar o Seu Nome. Aí sim, o Senhor pelejará por nós.Quero parafrasear com as palavras do apóstolo Paulo: “Já não sou eu que luto, mas Cristo luta por mim”.A Paz do Senhor!Ev. Francisco Ivo da Silva é o Coordenador do DEBADEM, 2º Secretário da AD em Mossoró e Coordenador do Setor IV

sexta-feira, 13 de março de 2009

Jesus está voltando!

Jesus está voltando!
Artigo escrito por Pr. Francisco Vicente de Oliveira
A Bíblia afirma: “E estando com olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando par o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1.1-2) . Jesus voltará. Este tem sido o tema de muitas pregações que apontam para o grande dia. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20). A volta de Jesus será pessoal e tão repentina como nos dias de Noé. Ela se dará em duas etapas. A primeira, nos ares, quando os corpos ressuscitarão. Depois os crentes que estiverem vivos serão transformados. Finalmente, haverá o arrebatamento da Igreja ( I Ts 4.13-18). Após estas coisas virá o período chamado de a “grande tribulação”. Haverá a morte da morte. Cristo, então, voltará com os crentes, pisará no Monte das Oliveiras, destruirá o Anticristo, amarrará o diabo e reinará por mil anos. Depois do julgamento final, haverá novos céus e nova terra. Na volta de Jesus haverá dois grupos indo para os céus. “Onde está ó morte, o teu aguilhão? Onde está ó inferno, a tua vitória?” (I Co 15.55). Disse certa vez o Pastor Gesiel Gomes, pregando aqui em Mossoró: O Primeiro grupo cantará a primeira estrofe: “onde está, ó morte o teu aguilhão” – serão os crentes que estiverem vivos na volta de Cristo. Eles cantarão assim, porque não experimentarão a morte, serão transformados. O segundo grupo cantará a segundo estrofe: “Onde está ó sepultura, a tua vitória?” Eles cantarão assim, porque na volta de Cristo, ao toque da trombeta, seus corpos ressuscitarão da sepultura. Depois todos juntos cantarão o coro: “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por Cristo Jesus”. Portanto precisamos refletir qual será a nossa situação naquele dia. A grande verdade é que, a volta de Cristo será alegria para uns e tragédia para outros. Todos somos pecadores e por isso o apostolo João escreve: “Filhinhos, essas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” ( I Jo 2.1-2). O encontro do homem com Deus é inevitável. Se Cristo voltasse hoje, você estaria preparado para encontrar-se com ele? E se a porta da morte se abrisse para você, precipitando esse encontro? Não há esperança neste mundo. Cristo Jesus é a única e segura esperança. Aceite Jesus como o seu Salvador. Jesus está voltando !

Indentificados com Cristo

Indentificados com Cristo
Artigo escrito por Aux. Antônio SImão
Quando Jesus nasceu em Belém de Judá, coisas novas estavam sendo destinadas à raça humana. Os efeitos do pecado alastravam-se cruelmente por todos os quadrantes do globo, trazendo a tudo e a todos as marcas da infelicidade. A miséria social e espiritual era marcante, avassaladora. A esperança do Messias era como um sonho para as massas judaicas, filhos da dispersão, tão mal orientados por líderes que serviam a Deus somente de lábios e não de coração.Foi em meio a esse cenário que “o povo que andava em trevas viu uma grande luz”. Eminentemente divina, essa luz veio a tornar-se inevitavelmente o centro das atenções do mundo, pois é o próprio Cristo, “desejado das nações”, que veio oferecer ao homem perdido a possibilidade feliz de ser ele salvo e obter, assim, a vida eterna.Cristo revelou-Se ao mundo como Emanuel, Deus Conosco, Divindade coabitando com a humanidade, o Cordeiro de Deus oferecido como o sacrifício definitivo, a estrela de Jacó que brilha sem cessar, o sol sem ocaso, a manhã sem nuvens, o Cristo das promessas e das revelações eternas.Nossa tarefa, como Igreja de Cristo, é alcançarmos o padrão de identificação que nos induza a uma comunhão sem reservas, à obtenção espiritual da imagem divina anteriormente perdida, agora possível através do Senhor Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.Como nós poderemos identificar com Ele, que é o próprio mistério de Deus? I – Identificamo-nos com o Filho de Deus quando nos crucificamos com Ele. Não mais no Calvário. Não mais em meio às ruas de Jerusalém, na emergência de cirineus e à sombra de Pilatos e Herodes, mas uma crucificação de consciência, para levarmos o peso do sofrimento por uma causa que representa a redenção da própria humanidade. “Já estou crucificado com Cristo”, disse o apóstolo Paulo. Esta é a renúncia total aos interesses egoístas do homem exterior e uma introdução efetiva no meio espiritual do Deus vivo e poderoso, onde o principal não é a comida, nem a bebida, mas gozo, paz e justiça no Espírito de Deus.II – Identificamo-nos com Cristo quando morremos com Ele. Sim, quando morremos para o mundo espiritual contaminado pela presença satânica, pelas paixões violentas e pelo ódio cruel. Quando morremos para os apetites desordenados, quando mortificamos os nossos membros que servem ao pecado para permitir a efervescência do novo sentimento de um homem regenerado, o homem interior, o novo membro da família de Deus.III – Identificamo-nos com o Senhor Jesus quando, pelo batismo, somos com Ele sepultados. O testemunho público de nossa nova esfera de dependência. A conscientização da inutilidade das armas de Saul e a busca de bênçãos lá de cima, sob a égide do véu rasgado e amparados pela certeza de uma âncora segura e firme. Mortos para o mundo, ressuscitados para Deus, para andarmos em plena novidade de vida, o caminho de perdoar e de amar, de evangelizar e de curar, de ser um instrumento nas mãos do Grande Oleiro.IV – Identificamo-nos com o Filho de Deus quando com Ele somos vivificados. Não mais restos de podridão espiritual. Agora, respiramos o ar puro das montanhas do Carmelo triunfante, olhos postos no infinito, seguindo a rota estabelecida na grande Comissão, que aponta a renovação espiritual do mundo, sob a bênção do Espírito, até que entronize o Filho de Davi, rei que implantará, pela primeira vez, a paz e justiça tão desejadas e tão ausentes deste mundo.V – Finalmente, nós nos identificamos com Cristo quando padecemos com Ele e com Ele subimos os degraus da glorificação. Tenhamos nós a coragem de nos submetermos a algum tipo de sofrimento que nos caiba, na nossa peregrinação, a fim de que sobre nós repouse a glória de Deus, conforme registra Pedro, o apóstolo.Tu e eu, querido leitor, devemos nos dispor a viver uma vida de profunda identificação com o nosso amado Mestre, até que os nossos dias se terminem e sejamos por Ele recebidos, para o encontro final, no reino das bem-aventuranças que jamais findarão

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bons conselhos é bom para a vida

Artigo escrito por Pr. Martim Alves da Silva
Na Bíblia encontramos bons conselhos para a vida, aliás, não é por acaso que Jesus é chamado de Conselheiro pelo profeta Isaías. As Palavras de Deus para nós são conselhos sábios para o nosso bem viver.No livro de provérbios de Salomão encontramos inúmeros conselhos práticos para esta vida e, se atentarmos bem, viveremos livres de muitos males deste mundo perverso. Li recentemente esta história abaixo e achei excelente e cabe uma reflexão para todos nós.OS TRÊS CONSELHOSUm casal de jovens recém casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez uma proposta à esposa:- Querida eu vou sair de casa e vou viajar para bem distante, arrumar um emprego e trabalhar até que eu tenha condições de voltar e dar a você uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe de casa, só peço uma coisa: que você me espere e, enquanto eu estiver fora, seja fiel a mim que eu serei fiel a você.Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudar em sua fazenda. Ele se ofereceu para trabalhar, e foi aceito. Sendo assim, lhe propôs um pacto ao patrão:- Patrão eu peço só uma coisa para o Senhor. Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que eu devo ir embora o Senhor me dispensa das minhas obrigações. Não quero receber o meu salário. Quero que o Senhor o coloque na poupança até o dia que eu sair daqui. No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.Tudo combinado, aquele jovem trabalhou muito, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos ele chegou para o seu patrão e lhe disse:- Patrão eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.O patrão então lhe disse:- Tudo bem, nós fizemos um pacto e eu vou cumprir, só que antes eu quero lhe fazer uma proposta. Curioso ele pergunta qual a proposta e seu patrão lhe diz:- Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos não lhe dou o dinheiro. Vai pro seu quarto, pensa e depois me dá a resposta.O rapaz pensou durante dois dias depois procurou o patrão e lhe disse:- Eu quero os três conselhos.- Se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro.- Eu quero os conselhos.O patrão então lhe falou:1º "Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida";2º "Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal";3º " Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você podese arrepender e ser tarde demais";Após dar os três conselhos o patrão disse ao rapaz que já não era tão jovem assim:- Aqui você tem três pães, dois são para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com a sua esposa quando chegar em sua casa.O rapaz seguiu o seu caminho de volta para casa, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Andou durante o primeiro dia e encontrou um viajante que o cumprimentou e lhe perguntou:- Pra onde você vai?- Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.- Rapaz, esse caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez vezes menor e você vai chegar em poucos dias.O rapaz ficou contente e começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho do seu patrão: "Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida". Então voltou e seguiu o seu caminho. Dias depois ele soube que aquilo era uma emboscada.Depois de alguns dias de viagem, achou uma pensão na beira da estrada onde pôde hospedar-se. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor e muito barulho. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para sair. Quando lembrou do segundo conselho: " Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal". Voltou, deitou-se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que sim.- Então por que não levantou para ver o que era, não ficou curioso?Ele disse que não. Então o hospedeiro lhe falou:- Você é o único que sai vivo daqui, um louco gritou durante a noite e quando os hóspedes saia ele o matava.O rapaz seguiu seu caminho e depois de muitos dias e noites de caminhada, já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça da sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta da sua esposa. O dia estava escurecendo, mas ele pôde ver que a sua esposa não estava só.Andou mais um pouco e viu que ela tinha sentado no colo de um homem a quem estava acariciando os cabelos.Ao ver aquela cena o seu coração se encheu de ódio e amargura e ele decidiu matar os dois sem piedade. Apressou os passos, quando se lembrou do terceiro conselho: "Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais". Então ele parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo. Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse: - Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes eu quero dizer para a minha esposa que eu fui fiel a ela.Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Ao abrir a porta esposa reconhece o seu marido e se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue, tamanha a felicidade dela. Então com lágrimas ele lhe diz:- Eu fui fiel a você e você me traiu.- Como? - e ainda espantada diz - Eu não lhe traí, o esperei durante esses vinte anos.- E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?- Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora eu descobri que estava grávida e hoje ele está com vinte anos de idade.Então ele conheceu e abraçou seu filho, contou-lhes toda a sua história enquanto a esposa preparava o café e sentaram-se para tomar o café e comer o último pão. Após a oração de agradecimento e lágrimas de emoção ele parte o pão, e ao parti-lo, ali estava todo o seu dinheiro...!A Bíblia diz: . "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida". (Pv 4.23). Que Deus o abençoe!

Falando para o jovem

Artigo escrito por Aux. Antônio Simão do NAscimento
“Como Purificará o mancebo seu caminho? Observando conforme Tua Palavra.” Sl 119.9.Ao escrever-te estas linhas, faço-o com muito amor e oração, pensando nos problemas espirituais que estais enfrentando nestes últimos tempos em que Satanás tem mobilizado suas forças para arrancar a fé tão preciosa, que foi implantada em teu coração, procurando desviar tua atenção do verdadeiro caminho que é Cristo, arrancando o primeiro amor, colocando dúvida em tua vida; fazendo que a oração e meditação da Palavra de Deus, sejam deixados de lado; procurando distrair-te, nos prazeres falsos deste mundo tenebroso, cujo resultado é: separação de Deus e um futuro de eterno sofrimento.Meu objetivo é te ajudar a ser um jovem forte e vencedor. Uma testemunha fiel de Cristo. No lar, na escola ou na rua, em qualquer lugar onde te encontrares, que tua vida seja sempre uma luz a brilhar neste mundo de trevas. Que Cristo apareça sempre em ti, e através de ti o nome do teu Deus seja exaltado.O Apóstolo São João escreveu em sua primeira epístola: “Eu vos escrevi, mancebos, porque sois fortes, e a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” I Jo 2.14. Há muitos jovens queixando-se de fraquezas. Que têm-se deixado vencer pelo mundo, pelos vícios e pelas paixões carnais, porém a Palavra de Deus afirma, “Sois fortes... Sois fortes”. “Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus Cristo é o Filho de Deus?” I Jo 5.5.Meu caro jovem crente: és nascido de novo? Cristo e Sua Palavra habita em ti?... Se a tua Palavra habita em ti?... Se a tua resposta for sim, és um vencedor. E não esqueça, a vitória do vencedor é a fé.O sábio Salomão perguntou, “Como purificará o jovem o seu caminho?” Parecia coisa impossível. Talvez também penses o mesmo: - Como poderei ser puro diante de um Deus tão Santo? - Vivo num mundo de impurezas, meus olhos vêem tanta maldade, meus ouvidos ouvem o que não gostariam de ouvir, convivo com pessoas de lábios impuros.Meu caro jovem, lembra-te que tu estás no mundo, mas o mundo não está em vós. Enquanto o barco está na água tudo é normal, porém, quando a água entra no barco, aí está o perigo! Jesus orou, dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” Jo 17.15.É natural que enquanto Cristo não arrebatar Sua Igreja estaremos nesse mundo, mas somos vitoriosos porque estamos incluídos na oração de nosso Senhor Jesus Cristo.Conforme a palavra de Deus, tu podes ser puro, forte e vitorioso em toda a tua vida. Mas é necessário observar, ler e guardar a Palavra de Deus. ANTÔNIO SIMÃO DO NASCIMENTO é auxiliar do trabalho na congregação Central e apresentador do programa radiofônico A Voz Evangélica de Mossoró