Indentificados com Cristo
Artigo escrito por Aux. Antônio SImão
Quando Jesus nasceu em Belém de Judá, coisas novas estavam sendo destinadas à raça humana. Os efeitos do pecado alastravam-se cruelmente por todos os quadrantes do globo, trazendo a tudo e a todos as marcas da infelicidade. A miséria social e espiritual era marcante, avassaladora. A esperança do Messias era como um sonho para as massas judaicas, filhos da dispersão, tão mal orientados por líderes que serviam a Deus somente de lábios e não de coração.Foi em meio a esse cenário que “o povo que andava em trevas viu uma grande luz”. Eminentemente divina, essa luz veio a tornar-se inevitavelmente o centro das atenções do mundo, pois é o próprio Cristo, “desejado das nações”, que veio oferecer ao homem perdido a possibilidade feliz de ser ele salvo e obter, assim, a vida eterna.Cristo revelou-Se ao mundo como Emanuel, Deus Conosco, Divindade coabitando com a humanidade, o Cordeiro de Deus oferecido como o sacrifício definitivo, a estrela de Jacó que brilha sem cessar, o sol sem ocaso, a manhã sem nuvens, o Cristo das promessas e das revelações eternas.Nossa tarefa, como Igreja de Cristo, é alcançarmos o padrão de identificação que nos induza a uma comunhão sem reservas, à obtenção espiritual da imagem divina anteriormente perdida, agora possível através do Senhor Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.Como nós poderemos identificar com Ele, que é o próprio mistério de Deus? I – Identificamo-nos com o Filho de Deus quando nos crucificamos com Ele. Não mais no Calvário. Não mais em meio às ruas de Jerusalém, na emergência de cirineus e à sombra de Pilatos e Herodes, mas uma crucificação de consciência, para levarmos o peso do sofrimento por uma causa que representa a redenção da própria humanidade. “Já estou crucificado com Cristo”, disse o apóstolo Paulo. Esta é a renúncia total aos interesses egoístas do homem exterior e uma introdução efetiva no meio espiritual do Deus vivo e poderoso, onde o principal não é a comida, nem a bebida, mas gozo, paz e justiça no Espírito de Deus.II – Identificamo-nos com Cristo quando morremos com Ele. Sim, quando morremos para o mundo espiritual contaminado pela presença satânica, pelas paixões violentas e pelo ódio cruel. Quando morremos para os apetites desordenados, quando mortificamos os nossos membros que servem ao pecado para permitir a efervescência do novo sentimento de um homem regenerado, o homem interior, o novo membro da família de Deus.III – Identificamo-nos com o Senhor Jesus quando, pelo batismo, somos com Ele sepultados. O testemunho público de nossa nova esfera de dependência. A conscientização da inutilidade das armas de Saul e a busca de bênçãos lá de cima, sob a égide do véu rasgado e amparados pela certeza de uma âncora segura e firme. Mortos para o mundo, ressuscitados para Deus, para andarmos em plena novidade de vida, o caminho de perdoar e de amar, de evangelizar e de curar, de ser um instrumento nas mãos do Grande Oleiro.IV – Identificamo-nos com o Filho de Deus quando com Ele somos vivificados. Não mais restos de podridão espiritual. Agora, respiramos o ar puro das montanhas do Carmelo triunfante, olhos postos no infinito, seguindo a rota estabelecida na grande Comissão, que aponta a renovação espiritual do mundo, sob a bênção do Espírito, até que entronize o Filho de Davi, rei que implantará, pela primeira vez, a paz e justiça tão desejadas e tão ausentes deste mundo.V – Finalmente, nós nos identificamos com Cristo quando padecemos com Ele e com Ele subimos os degraus da glorificação. Tenhamos nós a coragem de nos submetermos a algum tipo de sofrimento que nos caiba, na nossa peregrinação, a fim de que sobre nós repouse a glória de Deus, conforme registra Pedro, o apóstolo.Tu e eu, querido leitor, devemos nos dispor a viver uma vida de profunda identificação com o nosso amado Mestre, até que os nossos dias se terminem e sejamos por Ele recebidos, para o encontro final, no reino das bem-aventuranças que jamais findarão
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